O hydropulper é cheio com água e resíduos de embalagens. Agentes químicos como o hidróxido de sódio podem ser adicionados, com o objectivo de aumentar o PH e provocar a dilatação mais rápida das fibras, diminuindo o tempo necessário ao processo.
A mistura é agitada durante 15 a 60 minutos e as fibras são separadas. O polietileno, o alumínio e outros possíveis produtos são sucessivamente separados através de processos de centrifugação/filtração. A polpa obtida pode então vir a ser utilizada para o fabrico de vários materiais.
A produção de polietileno virgem é muito barata, tornando pouco atractiva a reciclagem mecânica das camadas que compõem as embalagens de cartão para alimentos líquidos.
As investigações levadas a cabo na Suécia conjuntamente com a Granjes Aluminium e a Tetra Pak demonstram que é possível separar a folha de alumínio das camadas de polietileno tornando viável a reciclagem mecânica, mediante uma operação de farripagem e separação por correntes Eddy (Eddy Current Separation).
Actualmente a tecnologia preferida para lidar com os componentes não fibrosos - alumínio/polietileno - é a pirólise, que consiste num aquecimento controlado a uma temperatura suficientemente alta para gaseificar o polietileno e suficientemente baixa para conservar o alumínio intacto e puro.
O polietileno gaseificado, rico em conteúdo energético, é um excelente combustível para a secagem da polpa e para alimentação da própria pirolise.